FRIGORIFICO CONTINENTAL DO BRASIL
A indústria frigorífica teve início no Brasil em 1910, anteriormente a atividade era artesanal (charqueados) ou executada pelos municípios, sendo os mais desenvolvidos aqueles que foram criados com projetos e equipamentos trazidos da Europa (como no Pará, Recife, Maceió e Aracajú) ou Anglo-Americano (como em Osasco, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná).
O Frigorífico Continental do Brasil, em alguns relatos conhecido como “Salamaria Continental”, foi construído neste contexto de expansão industrial da então vila Osasco em 1914, pela empresa britânica “Brazil Land, Cattle and Packing Co” (fundada em 1911 em São Paulo, e que já explorava a atividade frigorífica em propriedades em Cáceres, Corumbá, Campo Grande e Três Lagoas, que somavam juntas 2.553.205 hectares).
A companhia era uma empresa subsidiária do grupo controlado por Percival Farquhar, do mesmo grupo que entre 1912-1916 se envolveu em conflitos com posseiros na região fronteiriça entre os estados do Paraná e Santa Catarina, no episódio que entrou para historiografia brasileira como Guerra do Contestado. Os posseiros que ali estavam se negaram a deixar a propriedade. Por seu turno a companhia, através da embaixada da Gran-Bretanha, fez pressão junto ao governo federal, que interveio desapropriando os posseiros e garantindo a integração de posse à companhia.
Em 1918 a “Brazil Land, Cattle and Packing Co.” em Osasco foi adquirida pela americana Wilson & Company, conhecida como Frigorífico Wilson, que nessa época também instalou um frigorífico em Santana do Livramento, RS. Thomas Wilson, ex-presidente da empresa americana Morris & Company, que entrou para o ramo de carnes ao adquirir e recuperar financeiramente um matadouro, em 1850. o Schwartzchild & Sulzberger, em Nova Iorque, criando a Wilson & Company. Em Osasco, o Frigorífico Wilson delineou o perfil dos moradores no entorno da empresa. Havia um contingente de imigrantes, principalmente de russos, armênios e poloneses, contratados para trabalhar nas câmaras frias, por serem mais resistentes, pois naquele tempo não existiam roupas apropriadas. A Frigorífico Wilson instalou sua segunda unidade em Santana do Livramento (RS) e, mais tarde, uma planta industrialização de suínos em Ponta Grossa (PR).
Nos anos seguintes, a fábrica em Osasco ajudou a consolidar a cidade como um importante distrito industrial de São Paulo. Com o passar das décadas, a Wilson foi vendida para a Ling-Temco-Vought e, posteriormente, em 1971 o ramo brasileiro da Wilson & Company foi vendido para um grupo argentino FASA que manteve a marca, mas trocou o nome da empresa para Comabra. Em 1992, a Sadia adquiriu a COMABRA, encerrando um capítulo importante da história industrial de Osasco. A indústria de Osasco, além de um sítio na cidade onde havia rebanhos de gado, para engorda, preparados para o abate), era atendido pelas unidades da SADIA de Maringá e Ponta Grossa (PR).
Frigorífico Continental do Brasil/Frigorífico Wilson/Sadia
Em 1992, o antigo frigorífico em Osasco foi demolido, marcando o fim definitivo de uma era. No local e sítio pertencente ao frigorífico surgiu o bairro do Parque Continental
Titulo:
Autoria:
Local: Osasco
Série: Osasco Antiga
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Foto nº

BREVE HISTÓRICO DA WILSON NO MERCADO DE CARNE
A empresa foi fundada em Nova York, na década de 1850, com o nome de Schwartzchild & Sulzberger e era apenas um matadouro.
No ano de 1893, construiu outro matadouro em Kansas City e logo depois, outros em Chicago, Oklahoma City e Cedar Rapids (Iowa). Em razão dos altos investimentos passou por sérios problemas financeiros e por uma crise administrativa.
Em 1916, a empresa passou a ser controlada por Thomas Wilson, que tinha sido presidente da ‘Morris & Company’, também uma empresa do ramo de carnes, que conseguiu recuperá-la financeiramente. O nome foi trocado para ‘Wilson & Company’. A sede mudou para Chicago e a empresa cresceu espetacularmente num curto espaço de tempo, tornando-se uma das maiores dos Estados Unidos e do mundo no ramo de carnes.
Em 1917, quando também já tinha criado uma subsidiária produtora de artigos esportivos, foi classificada entre as cinquenta maiores empresas dos Estados Unidos em todos os setores.
Em 1935, apenas na sua unidade de Chicago empregava 3.900 homens e 1.000 mulheres.
Quando terminou a Segunda Grande Guerra em 1944, as vendas do conglomerado alcançavam 440 milhões de dólares.
Em 1950 paralisou os abates em Chicago. No início da década de 1960, as vendas brutas da Wilson chegaram a superar a cifra de 800 milhões de dólares e empregava 17.000 pessoas, só nos Estados Unidos.
Em 1967 a empresa foi vendida para a ‘Ling-Temco-Vought’ e a sua sede administrativa foi transferida para a cidade de Dallas, no Texas. Depois desta data partes da empresa foram sendo vendidas e hoje não existe mais.
Em 1918 estabeleceu dois matadouros frigoríficos no Brasil, um em Santana do Livramento (RS) e outro em Osasco (SP). Construiu mais tarde outro frigorifico em Ponta Grossa no Paraná para a industrialização de suínos. Em 1971 o ramo brasileiro da Wilson foi vendido para um grupo argentino que manteve a marca, mas trocou o nome da empresa para COMABRA. Em 1992 a COMABRA foi incorporada pela Sadia.
Caixas de fósforos e Propagandas
Nesta galeria só Fotos de 1970
(para breve) Futebol - times formados por funcionários da Wilson
(para breve) Jogo de Malha - Wilson
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